
O ano 2011 se foi, tão rápido quanto 2012 está passando, afinal já estamos na segunda quinzena de janeiro e eu ainda nem digeri toda a comida do almoço do dia primeiro. Mas é assim mesmo, quando estamos entretidos ou ocupados, nem vemos o tempo passar, e às vezes temos tantas ocupações que parece que 24 horas são poucas. Bobagem! A divisão do tempo é perfeita, deveríamos é aproveitar melhor as horas livres. Mas não é disso que quero falar com relação ao Tempo.
Você já percebeu como algumas coisas com o passar do tempo pioram? Eu gosto de observar comportamentos, lugares, situações, reações e tudo a minha volta.
E algo que me chama a atenção é a relação inversamente proporcional entre o passar dos anos e a qualidade das coisas. Por exemplo, os programas de TV. Antigamente tinham mais programas de perguntas e respostas, as piadas dos quadros humorísticos eram melhores, a Malhação era divertida de assistir, e até o primeiro Big Brother prestava. Em resumo, era gostoso ver TV. Mas hoje em dia só tem bunda, piadas horríveis, modelos esqueléticas, e propaganda, muuuuuita propaganda, como se não bastassem os comercias nos intervalos, dentro dos próprios programas e novelas tem ainda mais propaganda e merchandising.
Outro exemplo que eu considero clássico, a música. Antigamente o Sertanejo era lindo, o dom de compor e a afinação de duplas como Leandro e Leonardo, Zezé e Luciano, e Crystian e Ralf eram algo insuperável, mas hoje a mídia nos enfia “goela a baixo” o que ela quer que faça sucesso, cantores que não aprenderam nem a amarrar o cadarço do tênis ainda, mal sabem compor e cantar, e vivem de letras de terceiros, apenas rostinhos bonitos.
O rock, antigamente tinha Legião Urbana, Capital Inicial, Raimundos, Charlie Brown, Paralamas e Engenheiros, eles traziam jeans rasgados, cabelos despenteados, letras ofensivas aos problemas da sociedade, e hoje temos Cine, Fresno e Restart, eles trazem calças coloridas, rostos afeminados e letras pegajosas. Ate o funk mudou. Antes tínhamos, Bonde do Tigrão e Mc Serginho e hoje? Hoje tem sexo disfarçado em música. E tem ainda muito mais, exemplos para um livro inteiro. Os professores e os sistemas avaliativos, os políticos, coisas materiais também, brinquedos, roupas, camisetas que não agüentam duas lavagens e já esfolam toda. E o pior de tudo, até a Fé em Deus está diminuindo. Talvez este seja o começo do fim, rs.
Enfim, muita coisa está mudando. Talvez um sociólogo, ou antropólogo seja melhor que um pedagogo para apontar essas mudanças, ou talvez tenha uma opinião melhor a cerca deste assunto e até aponte a que iremos chegar com tudo isso.
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Rafael Lopes Opinião |